sexta-feira, 18 de abril de 2014

Encontro para trazer "Hoje Eu Quero Voltar Sozinho" para Manaus


Passou a segunda semana desde que Hoje Eu Quero Voltar Sozinho estreou em algumas cidades e nada de Manaus...

Enquanto aparentemente os cinemas da cidade se contentam em exibir produções de qualidade pungente e extremo requinte (sarcasmo DETECTED), como Crô - O Filme e Copa de Elite, Hoje Eu Quero Voltar Sozinho ainda precisa da mobilização dos fãs de cinema para que ele seja exibido por aqui. Por conta disso, amanhã os responsáveis pelo grupo do Facebook "Hoje Eu Quero Voltar Sozinho - Manaus" estarão fazendo um encontro de fãs do filme para que, além de se conhecerem e trocarem ideias, assinem um abaixo-assinado pedindo que o filme entre em cartaz.

A ideia é conseguir no mínimo 500 assinaturas para que elas sejam entregues nos cinemas e pedir que o filme seja exibido. Trabalho de Jó, mas só assim pra conseguir a exibição de filmes alternativos nesses cinemas, infelizmente... Enfim, eu provavelmente estarei lá para assinar, e gostaria de convidar a quem deseja ver o filme na telona em Manaus que também venha e assine. O encontro será no Shopping Manauara, na frente dos cinemas Playarte, às 15 horas. Recomendo que participem do grupo também para acompanharem qualquer novidade sobre o assunto. Até lá!

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Resenha: The Passion of Gengoroh Tagame

ATENÇÃO: Este é um post de CONTEÚDO ADULTO, recomendado apenas para maiores de 18 anos. Se ainda não for maior de idade, ou se não gostar de textos de temas adultos, favor migrar para outro post ou fechar esta janela.


Uma obra histórica. Não dá pra resumir o mangá The Passion of Gengoroh Tagame (PictureBox, 2013) de outra forma. Não só pelo fato de ser a primeira coletânea de gay mangá lançada oficialmente nos Estados Unidos, mas também por ser a obra mais eclética já apresentada do Gengoroh Tagame.

O que impressiona logo ao se ver uma edição de The Passion é seu formato. Creio eu que ele possa ser considerado “de luxo”, já que o papel é de uma gramatura bem alta, e de um branco muito bonito, excelente qualidade, embora não chegue a ser o papel “aveludado” típico do mangá publicado no Japão. O único mangá importado que tenho fora esse é Antique Bakery, que apesar de um formato menor e encadernação mais parecida com o mangá nacional, tem mais qualidade que muito mangá publicado por aqui, então posso estar apenas impressionado com um livro comum dos EUA, me perdoem... Mas The Passion comprova uma “teoria” que tenho: o formato livro é o que eu acho apropriado para a publicação do gay mangá em território nacional. Tal formato encarece o preço dele, mas o material definitivamente não ficaria bem no formato de mangá brasileiro das bancas. A arte se perderia. Enfim, seu tamanho é maior do que eu esperava, é quase do tamanho (um pouquinho mais largo) de uma HQ de super-heróis da Panini. O título do livro, essa parte escrita em vermelho, é na verdade removível. É um quadrado de papel cartão que “lacra” o livro. Ao ser removido, podemos ver a capa por inteiro, revelando dois homens trocando um beijo. Dentro, nas orelhas e contracapa do livro temos várias ilustrações do Tagame, e todas BEM explícitas (com exceção de uma que saiu com a típica censura japonesa, a única no livro inteiro).


The Passion of Gengoroh Tagame é uma coletânea, contando com histórias do famoso mangaká selecionadas a dedo. E isso foi necessário, já que este é o primeiro gay mangá publicado nos Estados Unidos, era uma aposta de certa forma arriscada, e o primeiro título apresentar um mangaká tão “polêmico” quanto o Tagame dobraria o risco, digamos. Nem todo mundo encara bem ver uma cena de mutilação gráfica. Mas a seleção de histórias é bem eclética: o livro conta com histórias doces, que mostram um desenvolvimento amoroso do casal protagonista da história, o que me surpreendeu muito. Jamais imaginei que tais histórias saíssem da cabeça do Tagame – às vezes é difícil lembrar que ele já foi um mangaká de shoujo. E junto com essas histórias mais leves, também foram selecionadas histórias com o “padrão Tagame”, se é que me entendem... Mas até mesmo essas histórias, que muitos julgariam apenas como mera vitrine pros fetiches do autor, acabam surpreendendo pela qualidade da narrativa. Realmente, escolheram apenas o melhor, o que me faz relevar até mesmo um quadrinho envolvendo fezes ou alguma outra cena mais forte. Além de várias histórias originalmente publicadas em revistas japonesas, o livro ainda conta com uma história inédita, exclusiva pro livro, que acabou me lembrando uma do Takeshi Matsu, que brinca com a questão de fantasia e realidade.

O único defeito do mangá é que ele possui duas histórias cuja tradução foi feita de modo diferente da do resto do livro: a história “Standing Ovations” já tinha sido publicada numa coletânea de arte gay, e os editores resolveram republicar essa tradução. O problema é que quem editor essa HQ apagou as onomatopeias originais japonesas, o que tira um pouco da arte original. E apagou daquele modo meio “porquinho”, que a JBC fazia um tempinho atrás, sabe? Outra história, “Country Doctor” padece do mesmo problema. Fora isso, todas as outras mantiveram suas onomatopeias.

Para os que se interessam em saber mais sobre a cultura gay através da arte, os epílogos de cada história, o texto introdutório e a entrevista ao final do livro contam muita coisa não só do Tagame, mas do advento do mangá feito por homossexuais também. Na entrevista descobre-se que a inspiração de trabalhar com a arte criativa veio ao descobrir o Marquês de Sade aos treze anos. Ali ele começou a criar textos literários e tempos depois foi trabalhar com mangá. Chegou a trabalhar com yaoi na June (!) e foi um dos fundadores da famosíssima revista G-men (!!!). Material valiosíssimo.



The Passion of Gengoroh Tagame é uma obra cuidadosamente feita para que o gay mangá conquistasse um público cativo - o que aparentemente deu certo, já que enquanto está lendo este texto, o Tagame tem seu terceiro mangá publicado nos EUA -, mesclando aquele tipo de história que todo mundo já espera do autor com outras surpreendentes. Se a ideia era capturar novos leitores para o mangaká, isso definitivamente funcionou comigo. Há muito mais dentro de seus quadrinhos além do sexo. Enfim, obra histórica. E surpreendente.


Breves comentários das histórias de The Passion of Gengoroh Tagame

  • Hairy Oracle: Uma história espantosa porque ela é a mais “yaoi” do livro. Policial procura um jovem para o que seria um aparente sexo casual, mas tal relação tem grande importância ao trabalho do policial. A história é “levinha” assim porque foi publicada originalmente na Kinniku-Otoko, uma revista que reúne histórias gay mangá e yaoi, ou seja, com histórias para homens gays e fujoshis. A ideia seria agradar as leitoras com essa história, por isso foge (e muito) do estilo de histórias do Tagame. Uma boa surpresa.
  • Arena: Com mais de oitenta páginas, é a maior história do livro, e uma das mais tensas. Tanba Nobuaki é um campeão de karatê que decide entrar em um campeonato estilo vale-tudo nos EUA para encerrar bem sua carreira. O problema (para ele) é que todos os lutadores que enfrenta o derrotam de uma maneira arrasadora. Eles são muito mais fortes e ágeis, e sempre acabam a luta violentando o perdedor. Depois de várias vezes humilhado, Tanba torna-se obcecado em vencer para se livrar do contrato e descobrir o que deixa esses lutadores tão fortes... Algo que ele não vai gostar de descobrir.
  • Exorcism: Passada na época do Japão feudal, conta a história de um samurai e seu criado. Tal samurai quando está em batalha meio que entra num estado “berserker” e para que não machuque a outros, seu criado sempre se dispõe a ajudá-lo a “aliviar a tensão”.
  • Country Doctor: essa chega até a ser um pouco engraçada por conta do seu plot... Um médico que presta seus serviços em uma pequena vila começa a se envolver com um dos trabalhadores do lugar. Ao ser avistado por outro jovem morador, o médico acaba não resistindo quando este o procura e transa com ele também, o que o faz ficar preocupado com seu comportamento sexual. Mas logo a preocupação fica de lado quando os homens da vila inteira (!!!) decidem fazê-lo a “hime” da vila. É uma história até bonitinha, digamos. Aqui o Tagame tenta refletir sobre a sexualidade japonesa, e que as restrições que a sociedade japonesa tem hoje foram adquiridas da cultura ocidental. Se preparem pra argumentos um pouco constrangedores sobre ânus serem as “vaginas do homem”.
  • Standing Ovations: Essa história, como até o próprio Tagame descreve no livro, é “puro BDSM”. Nem tem muito de história, é tudo sobre um boxeador que aparentemente sumiu do mapa, mas na verdade ele foi sequestrado por algum grupo interessado em torturar homens e veicular imagens da tortura pela internet. Seria um “Arena” de qualidade (bem) inferior. Mas pra quem gosta das histórias do Tagame mais pesadas, sem muito plot, só pervice, essa história é um prato cheio.
  • Missing: Esse é o melhor mangá do Tagame que já li e possivelmente uma das melhores histórias de gay mangá que já li. Um repórter japonês chamado Kazuo Toba (sem trocadilhos, por favor!) viaja até um país asiático desconhecido que vive sob um regime para questionar um sumiço de um cinegrafista. Logo após isso, vemos o repórter preso e servindo de brinquedo para o chefe da polícia. Até onde o repórter iria para poder saber sobre o cinegrafista e então se vingar? No epílogo, Tagam comenta que essa história poderia se tornar um filme. Assino embaixo.
  • Class Act: A história inédita. É bem simples, e podemos dizer que é outra que foge do estilo BDSM do Tagame, embora ainda conte com um professor dando golpes de shinai (espada de bambu) em um estudante. A história é sobre um estudante que fantasia com um professor, até que ele se vê diante de um professor exigindo que ele tire as calças. Estaria ele fantasiando novamente ou seria tudo realidade?

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Ajude a trazer "Hoje Eu Quero Voltar Sozinho" para Manaus


Se você é cinéfilo e não está muito distraído sabe que nessa semana estrearam dois filmes no circuito nacional: Capitão América: O Soldado Invernal e Hoje Eu Quero Voltar Sozinho. O primeiro teve sua estreia garantida (se Deus e a bilheteria permitir, estarei assistindo hoje, daqui a pouco, no meu aniversário! ♥), mas o segundo não apareceu nos cinemas manauaras. Cinema alternativo por aqui (ao menos por ora) não tem vez. Mas há como ajudar a mudar isso.

Os responsáveis pelo filme brasileiro que anda sendo elogiado horrores pela crítica estão fazendo uma pesquisa sobre quais cidades mostram interesse que Hoje Eu Quero Voltar Sozinho seja exibido. Então convoco todos os manauaras cinéfilos, ou os que no mínimo se interessem no filme, para que respondam e possam ajudar na campanha para que o filme seja exibido aqui. É uma enquete curtíssima, exige quase nada do seu tempo. Em tempos de "Crô" e "Copa de Elite", acho que um filme que foi aplaudido durante sua exibição no Festival de Berlim merece mais espaço, merece ser exibido no Brasil inteiro. Então, fica a dica. Para responder a pesquisa, é só clicar aqui.

"Hoje Eu Quero Voltar Sozinho" é um filme do diretor e roteirista Daniel Ribeiro que originou-se de um curta-metragem de sua autoria que também fez muito sucesso, Eu Não Quero Voltar Sozinho.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Seria cômico... se não fosse trágico I

E a mais famosa seção (uma das) do meu blog antigo retorna... Para quem estiver chegando por aqui pela primeira vez, é o seguinte: "seria cômico... se não fosse trágico" é onde comento alguma notícia que me deixou, no mínimo, pasmo sobre até onde o ser humano pode chegar. Seriam coisas que poderiam fazer rir de tão absurdas ou estranhas, mas que literalmente, é uma tragédia, e convido vocês, leitores, a refletir comigo.

Bem... Senta que lá vem história!

Minha ídola e sua inspiração por trás dessa seção.

Ontem foi divulgada uma notícia que me chamou a atenção hoje: um vídeo mostra uma família espancando um homem de 23 anos porque ele, aparentemente tinha estuprado outro jovem de 15 anos. Sim, dois homens. Que isso seja bem claro desde o começo.

Logo no começo do vídeo vemos um homem (segundo uma reportagem, este seria o padrasto do jovem de 15) pisando na cara do acusado, e a mãe do jovem o segurando. Em determinado momento ela grita "eu mato ele ca minha mão" (sic). E além de um estupro, o homem é acusado de espionar a vida dos outros integrantes da família. Esse homem implorou pra não ser preso, jurou que não conhecia o jovem, mas o Whatsapp denunciou que os dois se conheciam.



A parte mal contada é a seguinte... Para o G1, a mãe contou a seguinte história: o filho entrou num site de relacionamento entre pessoas do mesmo sexo - desde já, presume-se o seguinte: um garoto de 15 anos provavelmente entrou num site PARA MAIORES - e conheceu este comerciante de 23 anos. Após isso, eles tiveram vários encontros - no vídeo inclusive, a mãe fala que o filho até saiu de madrugada -, várias trocas de mensagens carinhosas pelo Whatsapp, mas ela disse que houve um encontro em que o comerciante violentou o adolescente: "Ele levou meu filho para uma construção e o violentou. Eu sempre soube da opção sexual dele, nós não somos homofóbicos, mas isso para mim foi estupro". Após isso, quando eles marcaram um novo encontro, ela descobriu, levou boa parte da família e o fizeram ser preso. Ainda de acordo com ela, no G1, ninguém da família o espancou, foram desconhecidos. Ela disse que não fez nada, só o segurou. Acho que as ameaças de morte não contam, nem a pisada do padrasto.

Daí você se pergunta, mas o garoto foi violentado mesmo? Aí é que está... Ele disse na delegacia que... não. Que não houve violência, nem ameaça. A conversa no Whatsapp, que seria a "prova" de que o comerciante seria um estuprador, bandido, vagabundo, pedófilo e tudo o mais que a família do jovem disse que ele era, só mostrou que os dois eram muito íntimos. Ou é comum estuprador e vítima se tratarem com "bjs te amo"?





Fonte: Milton Rogério (São Carlos Agora)


Então é isso. Só eu vejo que tem algo muito esquisito nessa história? A mãe que, aparentemente, supôs do nada que o filho foi estuprado em uma construção, por mais que ele tenha dito em depoimento que NUNCA aconteceu isso. Tal mãe decide ir no lugar do filho ao encontro, levando tio e padrasto do jovem, SEM a polícia. Afinal, tratava-se de um estuprador de "meninos", não? Não denunciou à polícia antes, e levou quase a família inteira só pra, sei lá, assistir. E claro, ela o segura para não fugir e do nada ele aparece todo quebrado. Ela não fez nada mesmo, se for considerar que ela olha o outro chutando o namorado do filho dela sem reação alguma. E claro, por fim, a polícia NÃO PRENDE a mãe nem os outros que lincharam o comerciante. Até onde eu sei, agressão física É crime, relação CONSENTIDA com uma pessoa com mais de 14 anos não é. Alguém explica o que aconteceu? Mas claro, podemos descartar que foi homofobia, a mãe disse que não é homofóbica.

Daí a gente se pergunta: e se a situação fosse diferente? Se esse jovem de 15 anos estivesse pegando uma mulher mais velha? A empregada de 30 anos gostosinha, no maior estilo "novela do Manoel Carlos", por exemplo? Essa mãe, o tio e o padrasto estariam tão raivosos assim se soubessem que os dois se pegaram numa construção, ou que saíam à noite? Enfim, se fosse um casal heterossexual, será que a história teria desenrolado como a dos dois garotos?


Alguém no vídeo chama o rapaz de 23 anos de pedófilo por "pegar" o garoto de 15. A lei diz que pedofilia se caracteriza apenas até os 14 anos. E vamos levar a discussão para algo além: vivemos discutindo ultimamente sobre a redução da maioridade penal, de 18 para 16 anos. É engraçado como tratamos os jovens... para alguns, eles tem idade suficiente para responderem seus crimes como adultos, mas não maduros o suficiente para terem sexualidade. Não é engraçado? Mas posso estar indo longe demais, voltemos um pouco...

Essa história me lembrou de cara a situação de uma adolescente dos Estados Unidos que namorava com uma colega mais nova, as duas faziam parte do time de basquete da escola. Ao serem descobertas pelo treinador, ela foi expulsa e os pais da outra, que tinha 15 anos, foram notificados do flagra. Os pais desta gravaram uma conversa em que as duas discutiam o seu relacionamento e - pasmem - esperaram que a namorada de filha fizesse 18 anos para denunciá-la à polícia por aliciamento de menores. Não, eles também não o fizeram por homofobia, imagine... impossível de adolescentes serem homossexuais, ou bissexuais. Se algum tipo de relacionamento acontece, é porque eles foram assediados, SEMPRE, claro... Adolescente quase nunca pensa em namorar.

OK, alguns podem se perguntar se houve ou não estupro, para isso peço que vejam as fotos do Whatsapp do jovem publicadas aqui e tirem suas conclusões. Se parece uma conversa entre um maníaco sexual e seu algoz? Bem, gostaria de ver uma entrevista ou reportagem contando o lado do tal comerciante e do garoto pra confirmar ou não minhas suspeitas... Sei bem que toda história tem seus dois lados, claro, mas acho que de um lado não estão batendo os fatos, só isso. Veremos se (e como) a história se desenrola nos veículos de notícias...

terça-feira, 25 de março de 2014

Era de Ultron: Feiticeira Escarlate, Mercúrio e a bunda do Gavião Arqueiro

Povo viu, povo comentou, e eu gostaria de dar minha opinião também.


Ontem, dia 24, saíram várias fotos das filmagens de Avengers: Age of Ultron (o filme já tem título em português? Eu não lembro...) com as primeiras imagens do que seriam a Feiticeira Escarlate e do Mercúrio, uma das novidades do filme e, bem... O que dizer, né?

OK, vamos relembrar uma coisa: desde quando o filme ainda estava no roteiro, já tínhamos sido avisados de que os irmãos Maximoff seriam apresentados ainda adolescentes. Só daí já deveria se ter noção de que eles não teriam o visual conhecido das HQs, pelo menos não neste momento. Então eu acho que é muito difícil que estas roupas usadas pela Elizabeth Olsen (Feiticeira Escarlate) e o Aaron Taylor-Johnson (Mercúrio) sejam os uniformes definitivos. Para começar, nem sabemos se os dois entrarão para Os Vingadores de maneira imediata pra ganhar uniformes, não sabemos nada do roteiro, então acho que dizer que "os uniformes ficaram uma merda" me parece apressado demais. Mas deixem-me descorrer sobre os dois personagens...

Jennifer Tilly: "I should have played The Scarlet Witch. I could've done without the wonderbra".

Bom, de fato a Elizabeth Olsen não é tão "voluptuosa" quanto a Wanda dos quadrinhos - vide o uso de sutiã com enchimento que fica perceptível em algumas fotos tiradas de cima -, mas eu não a condeno por isso, visto que ainda não se viu nada de sua interpretação. A questão da roupa, bem, me parece uma roupa típica de adolescente. Embora o traje LEMBRE o que seria o uniforme dos quadrinhos, me repetindo, não acredito que seja o uniforme. Eu ainda acho que, em vez do famoso "maiô", o uniforme será mais ou menos parecido com este da capa de Avante, Vingadores número 3:


Sobre o Mercúrio, bom, esse eu realmente não sei o que dizer. Se esse for o seu uniforme, ele está bem ruinzinho. Mas ele me parece tão inacabado que duvido muito que seja... não está nos "padrões Marvel". Mas se for uma versão final de uniforme, devo dizer que o erro me parece tão grande quanto o uniforme da Mulher-Gato da Halle Berry...

As caras e bocas dessas fotos de filmagens não são nada favoráveis, mas enfim, acontece...

Mas aqui deixo meu apoio para o que muita gente desceu a lenha: o cabelo (e a barbicha) do Mercúrio. Eu gostei do jeito que o cabelo do Mercúrio ficou. Me parece mais natural que aquele cabelo do Mercúrio de X-Men: Dias de um Futuro Esquecido. E aqui está falando alguém que é fascinado por personagens de ficção de cabelo prata ou branco... Eu preferia que o Mercúrio da Marvel tivesse um cabelo beeeem branco, mas considerando que nas descrições do personagem sempre falam de seu cabelo prata, acho que a versão live action ficou justa. Também não achei a barbicha esquisita, ela não me incomodou tanto quanto incomodou outros fãs.

E teve gente com a pachorra de dizer que este Mercúrio estava pior...

...que ISSO. Oi?

E por que não acredito que essas sejam as versões finais? É só olhar para o que seria o "Ultron", que nada mais é do que um dublê - não foi informado se o ator era o James Spader, o ator escolhido para encarnar o robô - com uma roupa que lembra o Ultron. Acreditar que isso seria a versão final do Ultron é muita besteira. Então, pessoas, calma... Não estamos tratando da Warner Bros. e a DC aqui. Como dizem por aí, "in Joss Whedon we trust". ;)


Mas além de umas fotos tiradas em momentos um tanto "estranhos", nada me pareceu tão interessante quanto ESTA imagem do Gavião Arqueiro:

\(@ ̄∇ ̄@)/

Não me levem a mal. Ter o Gavião Arqueiro aqui lidando com uma situação aparentemente perigosa ao lado da Feiticeira Escarlate é sinal de que o Gavião vai ter um desempenho digno de herói - e espero que bom o suficiente pra deixar o Jeremy Renner contente com seu papel -, e isso é louvável. Só que mais ainda é saber que ele tem uma bundinha fofinha, mostrada numa posição digna de aparecer no The Hawkeye Initiative. É, o próximo filme dos Vingadores promete... *_*

quarta-feira, 19 de março de 2014

Sobre Boy’s Love - Histórias de amor sem preconceito

Antes de tudo, devo dizer uma coisa importante: eu fiquei muito feliz quando meu texto foi escolhido, fiquei ainda mais quando no mês passado o livro Boy's Love - Histórias de amor sem preconceito chegou ao primeiro lugar de e-books de ficção científica e LGBT mais vendido do Amazon. Mas admito que nada, NADA superou a emoção de ver uma foto do livro físico, tiradas pelo editor assim que o livro "saiu do forno". Indescritível então foi ver seus personagens criando vida. Uma das ilustrações fotografadas pelo editor foi a do meu conto que, até onde eu sei, teve uma boa aceitação.


Mas comecei errado. Já fui para os finalmentes sem explicar pra vocês do que se trata tudo isso. Livro de Boy's Love, como assim? É o seguinte: eu tive o prazer de ter um conto meu selecionado para a coletânea Boys Love - Histórias de amor sem preconceito, publicada pela Editora Draco e organizada pela Tanko do Blyme Yaoi, que também fez as ilustrações. Neste post quero contar um pouco sobre a minha história no livro, as inspirações que usei para compor a história, e claro, sobre como você pode adquiri-lo.

A origem de Yoshi
Minha participação no livro Boy's Love foi com o conto "A fabulosa receita de Yoshi Kouga". O conto é sobre Yoshi Kouga, um pâtissier que tem uma pequena confeitaria meio que escondida no meio de uma cidade grande, por isso a clientela é um pouco menor comparada a outras confeitarias normais, mas pelo talento e carisma de Yoshi, os clientes são fiéis. Yoshi conhece praticamente todos.

Um dia, durante um clima chuvoso, chega um novo cliente. Até aí, nada de mais. O problema é que tal cliente escolhe um doce especial, que somente possíveis pretendentes - mulheres, presume-se - para quem fez o doce deveriam escolher, o que deixa Yoshi confuso. Especial? Sim. Yoshi é um pâtissier como qualquer outro, mas ele também é um mago. Será que o feitiço do doce deu errado, ou o cliente novo seria realmente uma possibilidade de Yoshi encontrar o amor?


Na época em que estava escrevendo o conto, estava muito envolvido com o mangá Antique Bakery, que era o objeto de estudo do meu TCC na época. Mas desde que li o mangá eu desejava escrever alguma história que tivesse doces no meio. Primeiramente eu ensaiei o que seria um romance, mas a ideia não prosperou. Após um tempo depois do anúncio sobre a coletânea eu pensei que talvez fosse a hora de retomar essa história.

Já tinha quase tudo certo: um pâtissier que fazia doces como que num passe de mágica, dentro de uma confeitaria feita com todo esmero que ficaria no meio de grandes prédios. Decidi que o protagonista fosse asiático porque acho que faria bem ao espírito BL da história. Eu o imaginei meio como aqueles japoneses da década de 80/90, com o cabelinho meio comprido, no corte estilo "tigela", sabe? Acho que dá pra notar na ilustração do livro... Para desenvolver a história amorosa foi até fácil: criei Rodrigo, um negro e advogado, que aparentasse grande altivez apesar de certa timidez, o que deixaria Yoshi encabulado logo à primeira vista. Sim, eu gosto muito de criar histórias com negros protagonistas e também com casais inter-raciais.

A parte "fantasia" foi o mais complicado. Tentei pensar em todo tipo de coisa (fantasma, vampiro, lobisomem etc), tentei não ir pelo óbvio, mas um pâtissier mago parecia o mais natural. Afinal, se seus doces eram tão bons que pareciam "mágica"... Pra ajudar, criei Mimi, que seria a mascote e acompanhante de Yoshi. Outra vontade que tinha era de inserir numa história minha uma gata persa, não necessariamente falando. Mas enfim, envolver mágica acabou sendo o elemento certo para que através disso eu pudesse jogar na história uma reflexão sobre relacionamentos em geral: o que nós fazemos para evitar o sofrimento que possa ocorrer ao amar uma pessoa. Apesar da história ter um fim, e uma determinada conclusão para tal reflexão, espero que além de uma história que entretém ela traga reflexões pessoais, que cada um procure sua resposta. Enfim, por mais que pareça um trocadilho cretino, eu quis fazer uma obra doce na qual todo mundo pudesse curtir e suspirar. Daí veio o nome do conto, totalmente inspirado pela doçura do filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain.

Mas além de minha história, o Boy's Love - Histórias de amor sem preconceito possui outros contos, um deles escrito pela própria Tanko Chan. Se você é fã de Boy's Love, ou se é fã de literatura brasileira em geral, acho que este é um título que você deveria se interessar em ler. Ah, e se você adquirir e ler, pode opinar sobre a minha história à vontade, seja aqui nos comentários ou pelo meu Twitter. Quero muito saber o que acharam. ;)

Para adquirir Boy's Love - Histórias de amor sem preconceito
O livro físico pode ser adquirido e enviado para todo o Brasil pelo site da Editora Draco: PayPal | PagSeguro.

E ao povo que tem tablet e Kindle, Boy's Love também pode ser adquirido no formato e-book: Amazon | Kobo | Saraiva.

Em breve eu estarei vendendo algumas cópias por aqui, para que assim possa fazer dedicatórias, se alguém assim o quiser, claro.

E por último, mas não menos importante...
Gostaria de dar umas palavrinhas de agradecimento à Tanko e à Carol Peace. Peace, por ser minha leitora beta e por ter me dado boas dicas. E a Tanko por ter dado vida aos meus personagens. pela primeira vez pude ver personagens meus fora de minha mente, e como isso me foi tocante, sério. Já disse que ela vai ilustrar um futuro livro meu, e tenho certeza que ficará ótimo, ela é uma artista excepcional. E agradeço também ao povo por aí que eu sei que gostou muito do meu conto e já comentou por aí o quanto se apaixonaram pelo Yoshi... Isso é muito importante pra mim. =)




quinta-feira, 6 de março de 2014

Começar de novo

Free Iwatobi Swim Club scene

Olá.

Como todo escritor sabe, às vezes um começo de obra é a parte mais dolorosa de todo o processo de se criar uma história. Às vezes temos tudo do final já bolado, boa parte do desenvolvimento da história também, mas o começo... Ô coisinha cruel de se criar.

Acho que é por isso que demorei um bom tempo para retomar a blogar. E para estrear esse novo "filhote". Creio eu que estava num bloqueio, sem falar que eu queria deixar tudo perfeito para isso. Enquanto escrevo isso, penso em como vou resolver a questão de umas seções do blog que estão faltando, portanto é bem provável que se estiver lendo isto, meu blog ainda estará numa versão beta, experimental... "Em construção". Mas a vontade de escrever fala mais alto.

Creio que a minha graduação mudou muita coisa. De lá pra cá eu também mudei. Com o blog passado conheci muitas pessoas, fiz amigos, inimigos também - acho... Enfim, aprendi muito. O maior aprendizado, talvez, sejam dois pontos: primeiro, como blogueiro das antigas, eu me acostumei a usar o blog como diário virtual, e com isso acabei expondo muita coisa que acho que não deveria. Aliás, a função desse blog era essa mesmo, e gosto muito quando vejo os blogs sendo usados dessa maneira. Talvez eu o use ainda assim, mas sem muita exposição, especialmente de minha família. Sou uma pessoa muito sincera, e infelizmente sem aquele filtro de pensar antes de falar, mas depois de apanhar um pouquinho, vejo que um pouco de parcimônia não faz mal.

Segundo, não dá pra continuar algo que você tem uma "pressão" pra continuar. Muita gente me escreveu perguntando porque eu não continuava a escrever sobre bara. "Cadê os baras novos?". Muita gente parecia depender de mim, inclusive os pretensos blogs scanlation (que não faziam scan de nada, tudo baixado, editado e traduzido do que já tinha sido editado e traduzido) que não queriam gastar tempo caçando as obras, traduziam sempre o que eu publicava no blog. E desconfio que muita gente que só passava lá pra "ler as putarias" são os que exigiam mais. Leiam bem: EXIGIAM, não pediam. Daí, obviamente, meu passatempo virou obrigação e eu não curti mais. Ainda descobria muita coisa, mas não fazia textos sobre, no máximo, divulgava no Twitter. E pior que eu tentava colocar algo, prometia, mas não saía. Eu realmente precisava de um tempo.

Na última tentativa em que fazia um template novo pro blog antigo para tentar retomar os posts regulares, veio a notícia de que o termo bara seria incorreto - leiam mais sobre isso nesta página -, daí pensei: "Será que tenho de mudar post por post? Isso daria MUITO trabalho... Melhor seria começar um novo". E foi essa ideia que me fisgou: recomeçar. Tentar voltar ao velho prazer de postar coisa para MINHA diversão, acima de tudo. Quem viesse ler e gostar, ótimo, muito bom... Mas o blog ainda seria MEU. Meu prazer. Meu passatempo. Sem obrigações.

Não sei se isso vai perdurar por muito tempo, mas eu já decidi que não vou pirar em busca de altos números de visitas o tempo todo. Vou divulgar o blog, mas não de uma maneira quase psicopata, como muitos blogueiros "influentes" por aí fazem, que são attention whores assumidas, que adoram criar uma polemicazinha para ficar se fazendo de cultos inocentes, deixam sua caixa de comentários virar uma zona de guerra e assim aumentam os cliques. Talvez isso seja necessário pra quem quer sobreviver blogando, mas enfim, prefiro usar isso aqui como uma forma de comunicação, de discussão. Não adianta muito postar e ficar só numa via de comunicação. Quero que opinem sobre, e vou tentar sempre dar um espaço para isso. Não quero ser o dono da verdade, por mais que eu assuma que eu sofro desse complexo, mas hoje acho que sou mais aberto para ouvir um outro lado. Então, que sigam-me os bons!

Para quem está lendo este primeiro post, bem, que seja o começo de algo muito bom e frutífero. E com muito mangá (gay ou não), filmes, seriados e essas coisinhas que eu gosto e vocês também. Até o próximo post! =)

Free Iwatobi Swim Club scene

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